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Perdida na Terra dos Smurfs!



Brahma globalizada

 

Dos Estados Unidos à Rússia, passando pela França, Gra-Bretanha e Bélgica, a  "Número 1" chega, enfim, ao mercado mundial com a promessa de levar ao consumidor as delícias da “ginga” brasileira!

 

Prestes a ingressar no mercado mundial de cervejas com categoria de marca de luxo, a brasileira Brahma já é manchete nos principais jornais europeus, e ocupa, sobretudo, as capas de jornais da Bélgica, primeiro país a lançar o produto no mercado internacional, dia 1o de abril.

Na edição de quinta-feira do jornal belga LE SOIR , umas das manchetes do caderno de Economia apontava a cerveja Brahma como o “triunfo brasileiro da Inbev”. O casamento entre os fabricantes brasileiros da Ambev (número 5 mundial) e os belgas da Interbrew (número 3 mundial) ocorreu em agosto do ano passado. A cervejaria Inbev, nascida desta união, acaba de oficializar o lançamento mundial da Brahma em quinze mercados, a partir do mês de abril:dos Estados Unidos à Rússia, passando pela França e Grã-Bretanha, e, é claro, dando a honra do lançamento á Bélgica, paraíso das cervejas. 

Segundo LE SOIR, “um lançamento mundial desta amplitude é raríssimo na indústria de bebidas e testemunha a ambição que Inbev alimenta pelo novo produto”. O ‘brasseur’ possui 250 marcas pelo mundo afora mas apenas 3 entre elas são marcas globas, ou ditas  porta-bandeira da indústria: a belga Stella-Artois, a alemã Beck’s e agora a brasileira Brahma, que atualmente ocupa 8o  lugar entre as cervejas no mundo.

Com a ‘loira gelada’ brasileira, a Inbev quer “seduzir uma clientela jovem, urbana, sofisticada, tanto masculina como feminina”. Posicionada na categoria de cervejas de luxo (quem diria, com preço de 3,95 euros o pacote com 4 garrafas, ou 2 euros a garrafa em bares e cafés) ela pretende difundir a “ginga”, que aqui na Europa é compreendida como “filosofia da existência do tempero à moda brasileira, caracterisado pela espontaneidade e pela visão otimista e criativa da existência! (palavras dos fabricantes)

Alguns percebem o lançamento mundial da Brahma como uma forma de ataque- resposta ao sucesso da mexicana Corona, destaque nos Estados Unidos.

A Brahma que será vendida na Bélgica a partir de 1o de abril será produzida na verdade, na Holanda. E é bom saber que, mesmo se a intenção dos fabricantes é levar através da cerveja ‘um gostinho do Brasil’ aos cosumidores, vale lembrar que o sabor da Brahma que será lançada por aqui não será o mesmo que conhecemos. Esperar pra ver!

 

(*) Parte das informações foram recolhidas em reportagem do Jornal LE SOIR



Escrito por Mônica às 13h10
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FAÇA AS PAZES COM O ESPELHO!

Faça as pazes com o espelho

Responda rápido: quando você se olha no espelho, gosta da imagem que vê? Se for mulher, provavelmente a resposta será não. Se o espelho for pequeno, daqueles em que a gente só pode ver o rosto, as razões para o descontentamento devem ser a pele – que precisa urgentemente de uma limpeza, pois está sem viço, com marcas de expressão –, o cabelo – que está sem brilho, cheio de pontas e necessitado de uma hidratação e de uma boa tintura (ou de algumas mechas douradas) –, e talvez até o pescoço. Mas se o espelho for de corpo inteiro, aí provavelmente a leitora vai querer entrar em depressão eterna e sair gritando de pavor. O que fazer com esses 5 quilos a mais, que insistem em não partir? O que fazer com a barriga flácida e com a celulite no bumbum e nas coxas? Como lidar com esses peitos que teimam em cair? O único remédio parece sentir-se horrível e a última das mortais. Ou não.

Fabrícia Hamu

Eu prefiro acreditar que é melhor não se sentir feia. E, sinceramente, gostaria que a maioria das outras mulheres cultivasse a mesma crença. Infelizmente, não é o que ocorre. Confesso que tive um choque quando soube do resultado da pesquisa realizada no final do ano passado, em dez países, pelas professoras Suzy Orbach, da London School of Economics, e Nancy Etcoff, da Universidade de Harvard (EUA). As duas constataram que, no Brasil, o peso e a beleza do corpo influenciam mais a auto-estima do público feminino do que o sucesso na profissão, a fé religiosa ou o número de amigos. De acordo com as pesquisadoras, somente 7% das brasileiras se consideram bonitas e 54% estão dispostas a fazer cirurgias plásticas. É assustador saber que, de cada grupo de dez mulheres que conhecemos, apenas três estão de bem com a própria imagem e não se julgam um horror diante do espelho.

Há quem vá jogar a culpa dessa situação sobre a mídia, mas eu não me conformo com essa justificativa. Tudo agora é culpa da mídia? Creio que ela possa ser parcialmente vilã dessa crise de falta de auto-estima feminina, mas não pode levar a fama sozinha. Jornais, revistas, programas de televisão e sites podem influenciar o público feminino, mas não decidem por ele. Eu sei, prezada leitora, que é difícil não ter inveja da Daniella Cicarelli exibindo aquele corpão sarado na capa das revistas de malhação. Com tudo duro e definido, o cabelo brilhante e a pele impecável, ela parece nos dizer: “Está vendo, sua incompetente? Nem para ser linda e desejável você serve!”. Mas “parece”, só “parece”. Pare e pense de forma racional: com a rotina que você tem – você deve trabalhar, pagar contas, correr o dia todo, levar e buscar os filhos na escola, fazer compras de supermercado – é impossível ser uma Daniella Cicarelli da vida.

É preciso perder a ingenuidade e o sentimento de culpa que sempre nos assola. Com a rotina da modelo, até eu viraria sex symbol! Ela malha três horas por dia, tem massagista à sua disposição, personal trainer, maquiador, cabeleireiro exclusivo... são pelo menos seis horas por dia voltadas somente para os cuidados com a aparência. Dá para concorrer com alguém assim? É claro que não. É irreal. É cruel. As cobranças e o massacre psicológico aos quais as mulheres se impõem no presente, me fazem ter medo do futuro e saudade do passado. É que, apesar de ter apenas 29 anos, eu ainda sou do tempo em que havia morenas, ruivas e loiras; mulheres de cabelos cacheados e lisos; de peitão e sem peito, umas que malhavam e outras que nunca tinham ido à academia. Hoje, todas são loiras, de cabelos lisos, saradas, peitudas e preocupadas com o peso e a celulite. Há exceções, é claro, mas elas se sentem deslocadas.

Essa uniformização estética com certeza não vai nos fazer mais felizes. Nunca houve tantos salões de beleza, tantas ferramentas da cirurgia plástica à disposição das mulheres, e elas nunca estiveram tão insatisfeitas consigo mesmas. A solução não está no espelho, está dentro de você. Ele só reflete o que se passa dentro do seu coração e da sua cabeça. A mulher brasileira é mais linda do que qualquer outra do mundo, porque não perdeu a ternura, a vaidade e a generosidade. Quem já foi à Europa, sabe o quanto o público feminino desse continente é mais frio e descuidado. Raramente elas usam brincos ou anéis, raramente elas sorriem e são doces, raramente elas se vestem com prazer e alegria. E não me venham com a desculpa furada de que elas são assim porque já passaram por duas guerras mundiais horríveis. Querem guerra pior do que a que travamos todos os dias para garantir nossa sobrevivência neste País?

Se você é mulher, vive no Brasil e ainda encontra tempo para se perfumar, comprar uma blusa sensual e fazer uma maquiagem bonita na hora de sair, saiba que você é linda. Não importa o que as revistas, a televisão, a publicidade ou os jornais digam. Se você consegue trabalhar oito horas por dia, cuidar da sua família com amor, dar atenção aos seus amigos, rir das pequenas alegrias e até das tragédias do dia-a-dia e ainda arranjar um tempo para estudar ou não ficar desinformada, saiba que você deixa a Fernanda Lima, a Juliana Paes, a Maria Fernanda Cândido e a Ana Paula Arósio no chinelo. Se você mata um leão por dia e não perde a classe, não perde a alegria nem a espontaneidade, então você não é uma leoa, é uma gata de primeira. Respeite sua imagem e passe a vê-la com orgulho. Ela é fruto de muito trabalho, força e coragem. Da próxima vez que olhar para o espelho, faça as pazes com ele.

Fabrícia Hamu é jornalista e mestre em Relações
Internacionais pela Universidade de Liege, na Bélgica

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Escrito por Mônica às 15h08
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